
O brasileiro se barbeia com a espuma argentina.
Há um elemento do design de embalagem que pode parecer menos importante ou que pareça requerer menos trabalho e reflexão, mas que pode esconder certas pegadinhas ou oportunidade de se diferenciar e vender mais: as letras pequenas. São geralmente informações obrigatória ou instruções de uso do produto que ninguem lê ou porque ninguem precisa ser ensinado de como usar um shampoo ou porque você já está careca de saber que deve “para uma melhor lavagem, repetir a operação”, mas ainda assim elas precisam estar lá seja por questões legais ou porque simplemesmente “o chefe quer”. Elas veem normalmente na parte trazeira do rótulo, entulhadas num bloco de texto em corpo 5. Mas também podem vir na frente, na forma de pequenas informações como NOVO/NUEVO/NEW. A propósito, é justamente devido aos nem tão novos desafios da globalização que o projeto do textos legais ficou cada vez mais desafiador. Um produto de uma multinacional fabricado hoje no Brasil tem informações escritas no mínimo em duas línguas, português e espanhol. Algumas vezes tem-se as informações em português, espanhol e inglês. O motivo é simples, eles usam o Brasil como base de produção e exportação para toda America Latina. Outros fabricam na Argentina e a subsidiária brasileira importa para vender por aqui. E assim segue, disso todo mundo sabe.

