Análise: novo portal ORM

As Organizações Romulo Mairana (ORM) são um dos maiores grupos de comunicação do Pará. Além de emissoras de rádio e jornais, o grupo é afiliado da Rede Globo através da TV Liberal. Disputam acirradamente a liderança no Pará com o Grupo RBA, do político Jader Barbalho. Na incessante competição para se tornar o número um na preferência popular (leia-se aumentar a influência), uma das principais armas dos concorrentes (desconsiderando o jogo sujo) é investir na melhorias dos serviços prestados. Meses atrás o jornal Diário do Pará, do grupo RBA, fez um extenso projeto de design com uma consultoria internacional que revitalizou a imagem do jornal e conseguiu boa avaliação, confira aqui.

Agora é a vez da contra investida da ORM, que reformulou o seu portal da internet. Conseguirão dar o troco? Minha avaliação na sequencia.

Falta headlines, eu dissse, HEADLINES – Tudo, menos as manchetes, chama a atenção neste novo layout. Se no jornal impresso – e mesmo na internet – não existe truque mais velho e eficiente do que aumentar um título para sugerir importância e dar o destaque que o assunto merece, no novo portal ORM as notícias se camuflam no meio de tanta poluição visual.

E sobram bold – A tentativa de apagar o fogo com álcool obviamente não deu certo e o uso indiscriminado de texto em bold para tentar dar destaque aos links de navegação na lateral esquerda só confundiu mais. Se tudo está escrito em bold, qual das palavras nessa sentença está em destaque? Nenhuma.

Sobra espaço para propaganda – São 4 banners animados pulando e brigando pela sua atenção sem que seja necessário fazer rolagem na tela, ou seja, todos ao mesmo tempo logo que você entra no portal. O pior é que 3 dos 4 banners são propagandas institucionais. Mal sabem que um serviço melhor seria a melhor propaganda para o novo portal.

Imagina tentar ler alguma coisa com tudo isso piscando. Não consegue imaginar? www.orm.com.br

Onde está Wally? – Se era pra esconder a caixa de busca, que não tivessem colocado. E você já encontrou?

Escorregou nos conjuntos – Essa não precisa ser especialista, é oitava série. O que notícia, assinantes e todos os sites tem em comum? NADA. A barra superior misturou 8 links completamente díspares no mesmo espaço e ainda coloriu um de cada cor para garantir que nós nunca assimilássemos o funcionamento deles. Resolveria o problema projetar uma distinção por cor ou forma entre dois subconjuntos.

Acima, o original do Globo.com. Abaixo, a cópia mal feita. Note que os links são basicamente os mesmos.

Nova largura da tela – Essa foi uma mudança desejável visto que o tamanho dos monitores e a resolução suportada aumentou considerável nos últimos anos. Mas o problema – novamente ele- é que aumentou apenas o espaço lateral direito, reservado para propaganda e outras efeitos desagradáveis em flash. O espaço reservado para notícia é somente 50% de toda a área útil, ante 75% no Diário do Pará (que não tem barra de navegação à esquerda) e 65% do Globo.com.

Óbvio que isso, assim como várias outras coisas, foram mal copiadas do globo.com, a diferença esta nos detalhes que entregam as limitações de projeto de design da OMR. No caso da identificação das seções por cores no Globo.com, foi uma ideia muito bem implementada que separou os assuntos do portal em APENAS 3 grandes grupos: notícia, esporte e entretenimento. Noticias é vermelha, representa urgencia e importancia. Esporte é verde, faz referencia ao gramado de futebol, saúde e vigor. E entretenimento é laranjinha, porque é bonito, quem sabe.

Na minha opinião, como um portal regional não tem o alcance de um grande grupo de mídia de expressão nacional, é bobagem manter plantonistas para repertir notícias velhas que todo mundo leu primeiro no globo.com. É fundamental questionar a RELEVÂNCIA do conteudo e sugerir ao usuário matérias, programação cultural, serviços de utilidade pública e outros assuntos referente a comunidade de que faz parte.

A referência de design e o padrão a seguir foi, naturalmente, o Globo.com. No que diz respeito a fazer um benchmark de uma empresa líder do segmento, como a Globo, não há nenhum problema. O problema é quando o projeto é cegamente inspirado num modelo que não se aplica as necessidades locais e, pior, não é focado nem na audiência e muito menos em responder as investidas da concorrência.

Abaixo, duas apresentações que comparam o portal atual com versões antigas e outra comparando o portal ORM com outros portais.

Clica nas imagens acima para abrir uma apresentação visual.

O que você achou do novo portal ORM?

4 Respostas para “Análise: novo portal ORM”


  1. 1 Armando Paulo 13 abril, 2010 às 10:46 pm

    Achei totalmente equivocado seu ponto de vista. Considero o portal ORM disparado o melhor saite de notícias da região.

  2. 2 Inácio Nunes 13 abril, 2010 às 10:50 pm

    O colega aí de cima só pode ser funcionário do portal. Muito pertinente sua análise, concordo com quase tudo que foi dito, ainda assim, frequento o portal regularmente para acompanhar alguma notícias.

  3. 3 Ni 16 abril, 2010 às 5:15 pm

    Ah pelo amor de Deus…Dizer q é o melhor é demais né? Nunca foi…
    Além disso, nao dá pra negar que a mudança ficou ruim. Eu nao consigo passar 5 min na pág principal do ORM. O diário online é 10 vezes melhor!


  1. 1 Análise: novo projeto gráfico Diário do Pará « Jorge Sá Trackback em 8 abril, 2010 às 11:07 am

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