Design, como conhecemos hoje, é uma ferramenta recente na história da industrialização. O que não significa que ela não existia sobre outras denominações. Design é um palavra inglesa que signfica designo, que por tua vez vem do latim: desenhar, representar, marcar. Logo, significa a atividade de desenhar para uma finalidade ou, simplesmente, o que já foi chamado antigamente de “arte aplicada“, o embrião do que chamamos hoje simplesmente de design. (continuar lendo)
O que aconteceu foi uma evolução na interpretação da atividade que “empacotou” diversas habilidades sob uma mesma denominação e atribuiu como foco de análise o projeto do produto através da melhora seu ciclo de vida, desde o fornecedor de matéria prima, passando pelo produtor e principalmente pelo consumidor, até o descarte.
Hoje o designer é muito mais um profissional de ciências sociais do que um tecnôlogo, trata-se de um profissional convergente que nunca irá substituir um engenheiro, um cientista, um marceneiro etc, mas deve estar preparado para interagir com cada um deles servindo como uma ponte entre as necessidades do consumidor e as limitações e possibilidade técnicas.
É uma interpretação equivocada, e relativamente corriqueira, tratar o design como uma atividade elistista O design nasceu para atender às necessidades humanas e, claro, pessoas de classes diferentes, tem necessidades diferentes. Entender as necessidades de diferentes grupos sociais é o ponto de partidade para a atividade do designer. Distinção social é uma necessidade das classes mais abastardas, mas para os demais seria um supérfluo que encareceria impraticavelmente o preço do produto.
O celular, objeto onipresente, síntese moderna da socidade de consumo e objeto de desejo universal, fornece diversos exemplos de como o design atendeu a necessidade de grupos sociais tão distintos. O modelo Nokia 1100, por exemplo, é um sucesso do design “simples”. Bom e barato, ele atende todas as necessidades básicas de centena de milhões de pessoas que só precisam se comunicar com qualidade. Este modesto celular quebrou detém o recorde de eletrônico mais vendido de todos os tempos, foram mais de 200 milhões de unidades ao redor do globo. (fonte: engadget.com ) Do outro lado, temos o sofisticado e desejado Iphone, que não bastasse as centenas de funções além de falar, atende também as necessidades simbólicas de afirmação e indentificação social. Podemos dizer que o Nokia 1100 (grátis na maioria das operadoras) e o Iphone da Apple (mais de R$ 1500), são igualmente dois bem sucedido projetos de design.
Portanto, o design é uma extensão da revolucao industrial na era da informação. E deveria fazer parte da estratégia de negócio de qualquer empresa interessada em conhecer e fazer o melhor produto para seu consumidores.

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